17 de janeiro de 2015

Não deu pra pular o muro... Berlim!


Saindo da Oriental e fugindo para a Ocidental
Ainda bem que o titulo é só uma brincadeira! 

Costumo dizer que Berlim foi uma das viagens mais doidas que já fizemos. Você não encontra uma cidade antiga e nazistas nas ruas (visão louca de muita gente até hoje). Você vai encontrar a estação de trem gigante Hauptbahnhof (acesse o link: http://www.bahnhof.de/bahnhof-de/start/#station/17620), bares com cervejas que mais serviriam para uma janta completa, prédios super modernos, história, museus fascinantes, placas que talvez você não vai conseguir ler (risos), centros culturais, o Portão de Branderburg e mais uma lista que você vai encontrar ao longo do texto.

Fomos para a capital alemã de ônibus. Pagamos € 44,00 ida e volta para cada um. Se você quer viajar barato, acesse o site: https://www.flixbus.de 

Quando chegamos já estávamos com aquele velho e companheiro mapa na mão, nós fomos procurar ele, que de 1961 até 1989 separou Berlim. O muro está espalhado em alguns pontos, mas o mais famoso é o chamado chamado “East Side Gallery”, que fica ao longo do rio Spree, entre a Ostbahnhof e a ponte Oberbaumbrücke. O muro é cheio de pinturas de diferentes artistas do mundo todo. Não é difícil de encontrar. Provavelmente no hostel ou hotel que você vai ficar, eles vão dar a direção. A primeira parte do muro que encontramos, confesso que o coração bateu forte, não deu para acreditar que ele estava lá, de pé e que hoje é um ponto turístico. Sabe aquela lembrança que você nunca mais vai tirar da cabeça? Essa será a minha sobre a Alemanha.



Rota entre Mainz e Berlim.

E o hostel? O hostel que nós ficamos foi o Baxpax Mitte Hostel, você encontra ele fácil no Hostel Word. Fica no bairro Mitte, o mesmo do Portão de Brandenburgo. É um dos mais baratos... Na hora de preencher o formulário de entrada eu escutei em alemão wie heißen du? Fiz aquela cara de “meu Deus do céu, e agora?”. Então em inglês: What´s your name? Ufa... Essa deu para entender! O restante do diálogo foi na base da mímica, ou eu olhando para o Luiz com aquela expressão de “traduz pra mim, por favor”?

Os quartos desse hostel são decorados. O nosso era com tema indiano. Não conseguimos ficar na mesma beliche, mas ficamos na cama de cima, o que facilita a comunicação no meio da noite. Falo isso porque quem estava na cama debaixo da minha era um cara um pouco esquisito. Imaginem um homem deitado de cueca, cabeça raspada e coturno. Olhei e pensei: um cara normal! Normal até ali... Eu tirei o sutiã no meio da noite, odeio dormir de sutiã. Pela manhã eu procurei minha peça intima e adivinha? Estava caída na cama debaixo. Na cama do careca, de cueca e coturno. Tentei pegar e não deu coragem. Fiquei com medo do cara acordar e falar comigo (e eu não saber responder), com vergonha por estar sem sutiã naquele momento e principalmente com raiva, por ter que andar por Berlim, com “las tetas al aire” (essa expressão veio de uma outra história. Outro dia eu conto).

Não consegui dormir muito bem na primeira noite, acho que estava cansada da viagem. Então fui "whatssapar". O problema é que começou a tocar o som do celular cada vez que chegava uma mensagem. Então recebi uma do Luiz: "você vai acordar o cara que tá dormindo na cama debaixo". Ok! Fiquei quieta! Por uns segundos... Até que chegou outra mensagem do Luiz: "que saudade de Buenos Aires". Tinha uma espécie de escola de dança no prédio onde estávamos e a voz que embalou nosso sono foi a de Carlos Gardel. Siempre mi Buenos Aires querido!

No primeiro banho no hostel, uma menina chegou do meu lado, ficou se olhando no espelho e começou a se maquiar. Ela virou pra mim sorrindo e falou algumas coisas. Sei lá o que ela falou! Respondi um "yes" e ela saiu (a história do yes sempre dá certo. Um dia eu conto ela). A água para o banho era gostosa, mas de 15 em 15 segundos o chuveiro desligava. Peguei a "manha" e quando eu via que iria desligar, dava aquele tapa básico para a água continuar caindo. O ruim é ter que controlar isso numa viagem que você está menstruada. As mulheres sabem bem o que é viajar nessa situação. Comprar absorvente na Alemanha é só base do desenho no pacote.

Tantas coisas aconteceram, vimos coisas que estavam somente nos livros, deu para comprar um livro sobre o Muro de Berlim, em espanhol (óbvio) e fazer aquele roteiro inesquecível em apenas 3 dias. Segue ele ai pra vocês, com algumas fotos para ilustrar o que a gente viu com a descrição para aguçar ainda mais a sua vontade! 


Reichtag: Parlamento Alemão

Visitamos em duas oportunidades: no primeiro dia que chegamos na capital alemã e no último dia de viagem. A arquitetura é maravilhosa. Posso afirmar que você vai se pegar literalmente viajando nela. A cúpula de vidro é do arquiteto Norman Foster (recomendo que pesquise o nome dele no Google). Não deu para entrar, uma pena! Ou uma desculpa para voltarmos em Berlim. 

Muro de Berlim


Eu poderia ficar horas descrevendo o que eu senti nesse momento. Mas pelas fotos acho que vocês vão perceber como é ficar cara a cara com Berlim Ocidental e Oriental. É a tal da cereja do bolo. Ir para Berlim requer uma hora especial só para o muro. São tantas pinturas, expressões, confusões  dúvidas na sua cabeça que chegam nessa hora. A construção foi erguida em 1961 pelo regime socialista da extinta República Democrática Alemã, ou simplesmente Alemanha Oriental. Incrível saber que o capitalismo estava completamente separado do socialismo. Berlim dividida por duas fronteiras. Tenso! Mais tenso ainda é você perceber essa diferença na arquitetura da cidade. Eu ganhei um mapa da cidade no hostel, acredite, tinha o traçado do muro. Peguei outro mapa em um Starbucks que também tinha o traçado da separação. Pode ser para que as pessoas conheçam a história, mas deve ser horrível para s alemães que ficaram anos sem ver os amigos e familiares verem os mapas e lembrar daquele período. Mas ao mesmo tempo, deve dar um alivio saber que essa barbaridade terminou.


Portão de Brandenburgo (em alemão: Brandenburger Tor)


Juro que eu tenho inveja do Pedro Bial! Ele estava lá no Portão de Brandenburgo quando o muro foi ao chão. Esse portão monumental está localizado na parte Oriental (olha ai! Até eu estou dividindo a Alemanha anos depois) do centro da cidade, no bairro Mitte. Fica perto do Reichtag, na avenida  Unter den Linden eEbertstraße. Quem pediu para construir este simbolo alemão foi o rei da Prússia Friedrich Wilhelm II. Foi projetado pelo arquiteto Carl Gotthard e construído entre os anos  1788 e 1791. Tenho várias fotos desse dia, você acaba tirando fotos pra mais porque o Portão de Brandenburgo pede. É grande! É gigante! O cartão postal de Berlim já passou por poucas e boas! Você sabia que Napoleão Bonaparte (doidão)  ocupou Berlim? Bom, ele era um tanto quanto ousado. Ele mandou levar a quadriga para Paris. Somente oito anos depois ela voltou para Berlim. Leve sua câmera! Não esquece dela por nada nesse mundo! Tem um Starbucks pertinho do Portão se ter fome.


Checkpoint Charlie


Lugar fronteiriço entre Berlim Oriental e Ocidental. Antes de ir para Berlim eu assisti um documentário sobre as fugas, sobre quem pulou a cerca e nada aconteceu. Ou que infelizmente morreram. Já era uma tortura ficar separado de todo mundo e não poder nem fazer uma visita? Putz, tortura total! Lembro de um que o namorado tirou a namorada da parte Oriental dentro de um fusca (se alguém encontrar esse documentário me envia o link?). E aquele outro que as famílias Streizyk e Wetzel conseguiram fugir num balão caseiro de ar quente? Eu estava super agoniada para conhecer o Checkpoint Charlie. Essa foto foi tirada durante a noite, em um frio absurdo e eu com o sorriso congelado no rosto! 

Torre de Vigilância
A torre é uma das últimas que está de pé. Sei que dá para subir nela, mas infelizmente quando fomos estava fechada. Fica perto da Otsdamer Platz.  Essa torre auxiliava no forte esquema de vigilância para que ninguém tentasse passar pelo muro. Já estávamos atrasados para ir embora, quando eu insisti muito para que fossemos até lá. Deu para tirar foto, passar a mão e ver que pertinho dela ainda está um pedaço do muro. Essa é a torre modelo “BT 6– BT". 





Não parou por aqui! Breve vou escrever mais sobre esses outros pontos de Berlim que visitamos!


Memorial do Holocausto

Potsdamer Platz

Alexanderplatz e Torre de TV

Museu de Berlim


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